Recorde de meia maratona

Meia maratona: os recordes mundiais feminino e masculino

21,097 quilómetros 🏃‍♂️. A meio caminho da maratona, mas certamente não a meio caminho em termos de esforço. A meia maratona é essa distância exigente que obriga a correr rápido — muito rápido — enquanto se gere o ritmo como um corredor de fundo ⏱️. Nem demasiado curta nem demasiado longa: o ponto ideal entre a intensidade de uma 10K e a paciência de uma maratona 🏁. Um desafio distinto que atrai tanto os amantes da prova como os caçadores de tempos 🚀. E, de facto, os recordes mundiais da meia maratona são suficientes para te deixar tonto 😵. Uma retrospectiva das prestações mais loucas, dos atletas que fizeram história… e dos percursos que se tornaram lendários 🌍.

A meia maratona: Uma distância híbrida, entre velocidade pura e resistência controlada

A meia maratona é um equilíbrio curioso. Por um lado, é preciso sustentar um esforço a fundo por mais de uma hora — ou duas para os simples mortais 🏃. Por outro, esta corrida exige uma gestão de ritmo de precisão cirúrgica para não escorregar para uma zona de esforço intensa demais 🥵. Não é à toa que esta distância se tornou um verdadeiro parque de diversões para a elite, em busca de recordes cada vez mais insanos 🤯. Na estrada, os melhores especialistas de 15K e 20K conseguem expressar plenamente o seu potencial 🚀. Mas a meia é uma prova em que muitos perfis diferentes podem brilhar ✨. Estrelas de pista dos 10.000 m e 5.000 m trazem a sua velocidade para sustentar ritmos infernais, enquanto os melhores maratonistas recorrem à sua imensa resiliência para manter o ritmo até aos 21,0975 km 📏. Durante muito tempo mantida na sombra da maratona 🌒, a meia abriu o seu próprio espaço no coração dos corredores. Ela exige rigor metronómico, gestão de prova precisa 🧭 e nervos de aço para evitar quebrar nos quilómetros finais, quando as pernas ardem e a meta ainda parece longe 🏁.

As origens da meia maratona: uma criação moderna

Ao contrário da maratona, cujas raízes remontam à Grécia 🇬🇷 antiga, a meia maratona é uma invenção relativamente recente. Reconhecida oficialmente pela World Athletics, só apareceu tardiamente nas grandes competições internacionais 🏆. Desta vez, nada de lenda heroica — apenas o desejo de criar um formato intermédio, mais acessível, mas não menos exigente 💪. Foi sobretudo a partir dos anos 1980 que a distância começou a tornar-se popular. Ela atrai tanto os corredores em transição para a maratona como os atletas de pista a reinventarem-se 🔁. E com a ascensão das provas de participação massiva, a meia rapidamente se tornou uma das distâncias mais corridas no mundo.

Recordes mundiais da meia maratona: números que fazem a cabeça andar à roda

Yomif Kejelcha deixa a sua marca no centro argentino 🇦🇷

Domingo, 23 de agosto de 2026 ficará como uma data marcante na história do running. Nesse dia, nas ruas de Buenos Aires, o etíope Yomif Kejelcha realizou uma prestação extraordinária, digna dos maiores momentos das corridas de estrada. Desde os primeiros quilómetros, tomou o controlo da prova sem hesitar. Apoiado por uma multidão densa e embalado por condições perfeitas de fim de verão 🌥️, Kejelcha sustentou o esforço com uma consistência impressionante 🧊. O corredor que ocupa cada vez mais espaço no mundo do running também não fez as coisas pela metade, realizando uma segunda metade ainda mais rápida do que a primeira (27'18 nos primeiros 10 km contra 26'44 nos segundos 😮‍💨). No fim, cruzou a linha em 56 minutos e 51 segundos, a uma média de 2’41/km, destroçando o anterior recorde mundial em quase 30 segundos! Aos 29 anos, Yomif Kejelcha recupera assim o recorde que já tinha detido em 2024 👑, provando que continua a ser o mestre incontestável da meia maratona. O atleta conquista assim um título mundial, poucos meses após a desilusão do recorde mundial da maratona cair abaixo das 2 horas, mas a poucos segundos do intocável Sebastian Sawe 💪.

O legado dos mestres da distância

Antes de Kejelcha, outros gigantes do desporto já tinham deixado a sua marca na história da meia maratona. Em 1993, o queniano Moses Tanui entrou para a lenda ao tornar-se o primeiro homem a quebrar a barreira simbólica de uma hora, com o tempo de 59’47 nas ruas de Milão 🇮🇹. Desde então, esta mítica distância de 21,0975 km tornou-se o terreno de jogo favorito dos corredores dos altos planaltos da África Oriental. O recorde fala por si: entre os 100 melhores desempenhos da história, 97 vêm do Quénia, Etiópia, Eritreia, Uganda ou Burundi 🌍. São eles que, prova após prova, empurram para a frente os limites do possível 🚀. Lembramo-nos em especial de Paul Tergat, uma lenda queniana 🇰🇪, que deteve o recorde mundial em 1998 com 59’17. Depois vieram outros fenómenos: Zersenay Tadesse (Eritreia, 58’23), Geoffrey Kamworor (Quénia, 58’01), Kibiwott Kandie (Quénia, 57’32) e, mais recentemente, Jacob Kiplimo e o seu tempo excecional de 57 minutos e 20 segundos 🤯. Neste mundo descaradamente dominado por africanos dos altos planaltos, permanece uma exceção europeia: o recorde europeu de Julien Wanders, estabelecido em 2019 🇨🇭. Com 59’13, o franco-suíço continua a ser o atleta europeu mais rápido na distância 🌟. Com a sua prestação em Portugal, Yomif Kejelcha junta-se firmemente a esta linhagem de atletas excecionais, redefinindo mais uma vez o que significa correr rápido… muito rápido.

Letesenbet Gidey: a arte de correr rápido

Em 24 de outubro de 2021, no percurso ultrarrápido de Valência, a autoproclamada Ciudad del Running, Letesenbet Gidey fez uma enorme declaração na sua primeira participação numa meia maratona. A etíope, já recordista mundial dos 5000 m (14'06) e dos 10.000 m (29'01) 🥇, acrescentou uma nova linha prestigiosa ao seu currículo ao pulverizar o recorde mundial da distância com um tempo estratosférico de 1h02’52 (2'59/km).

No mesmo solo espanhol onde tinha brilhado na pista um ano antes, Gidey desta vez deixou a sua marca na estrada, retirando 70 segundos ao recorde anterior detido por Ruth Chepngetich (1h04’02). Com apenas 23 anos, tornou-se assim a primeira mulher a quebrar oficialmente as barreiras dos 64 e 63 minutos na meia maratona 💥. Uma prestação ainda mais impressionante por ser estreante na distância — algo nunca visto antes na história dos recordes mundiais 📖.

Perfeitamente lançada nos quilómetros iniciais pela sua compatriota Mebrahtu Kiros 🇪🇹, os seus tempos parciais impressionaram: passou aos 5 km em 15’00 e depois aos 10 km em 29’45. Apesar de uma ligeira quebra de ritmo nos quilómetros finais, o trabalho já estava bem encaminhado ✅. Chegou mesmo aos 15 km em 44’29, apenas nove segundos acima do seu próprio recorde mundial nessa distância 💫.

A sua vitória em Valência não deixa margem para dúvidas: Gidey não é apenas uma corredora de pista excecional, é agora uma referência essencial na estrada. Este novo recorde mundial, o seu terceiro, confirma a sua ascensão meteórica e projeta-a entre as maiores do desporto. Na distância, as europeias não ficam para trás. A neerlandesa Sifan Hassan 🇳🇱 registou um fulgurante 1h05'15 em Copenhaga em 2018. Dominante dos 1500 m à maratona, continua a ser a atleta europeia mais rápida nos 21,0975 km.

Ao baixar da barreira mítica das 2h10 na maratona, Ruth Chepngetich 🇰🇪 confirmou que, também entre as mulheres, as fronteiras do desempenho continuam a ser empurradas para a frente 🚀. O recorde feminino da maratona, de facto, caiu dois anos seguidos, em 2023 e depois em 2024 em Chicago. Tudo indica que 2025 também poderá marcar um ponto de viragem na meia maratona, cujo recorde mundial ainda se mantém desde 2021 ⏳.

Em Valência, a 27 de outubro de 2024, várias atletas tentaram derrubar a marca de Gidey. A queniana Agnes Jebet Ngetich chegou mesmo muito perto, falhando por apenas 14 segundos com o impressionante tempo de 1h03'04 🥈. Logo atrás, na mesma prova, a etíope Fotyen Tesfay (1h03'21) e a queniana Lilian Kasait Rengeruk (1h03'32) registaram o 3.º e o 4.º melhores desempenhos da história na distância 🥉. A profundidade está lá, e continua a crescer. E nunca o recorde de Gidey pareceu tão perto de cair. É todo o desporto feminino que sai mais forte 🙌.

Os percursos mais rápidos do mundo

Se os recordes caem, não é por acaso. Alguns percursos são desenhados para isso: ultra-planos, abrigados do vento, poucas curvas, longas retas, lebres disponíveis e meteorologia ideal.

Valência, em Espanha 🇪🇸, destaca-se como a referência absoluta. Em apenas alguns anos, a cidade tornou-se um paraíso para bater recordes. A sua meia, realizada em outubro e parte do prestigiado circuito SuperHalfs, oferece condições perfeitas: temperatura fresca, percurso rápido e um pelotão de elite de rara profundidade. É aqui que milhares de corredores amadores batem recordes pessoais todos os anos, e a prova já viu 5 recordes mundiais caírem no seu percurso.

Lisboa também cumpre todos os requisitos: um trajeto rápido com partida nas alturas da Ponte 25 de Abril, uma descida gradual, uma chegada à beira-mar e clima ameno. Foi aqui que Jacob Kiplimo já tinha estabelecido um recorde mundial em 2021 (57'31), que melhorou em 2026 ao cortar a meta em 57'20". Tal como Valência, a prova faz parte do círculo muito exclusivo do SuperHalfs 🥇.

Barcelona, capital da região espanhola da Catalunha, é também um evento que atrai cada vez mais corredores à procura de um percurso rápido. O seu trajeto plano pelo coração da cidade oferece um cenário ideal para o desempenho. O selo Gold World Athletics detido pelo organizador reflete a qualidade desta grande prova no calendário do running 📅.

Copenhaga 🇩🇰, Nova Deli 🇮🇳, Praga 🇨🇿, Sevilha 🇪🇸 e Berlim 🇩🇪 também estão entre as meias clássicas ultrarrápidas onde recordes já caíram.

A meia maratona: O passo obrigatório

Hoje, a meia maratona já não é apenas um trampolim para a maratona. É uma disciplina por si só, com os seus próprios códigos, táticas bem afinadas e atletas que a fizeram do seu palco preferido. Yomif Kejelcha, com uma prestação extraordinária em Buenos Aires, afirmou-se como a referência absoluta entre os homens. Entre as mulheres, o recorde de Letesenbet Gidey ainda se mantém, mas já não está fora de alcance. Com novos talentos a surgir todos os anos 🌱, não há dúvida de que outras tentarão em breve empurrar ainda mais os limites do possível.

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