Maratona de Nova Iorque 2026

Data do próximo evento confirmada
Créditos fotográficos : https://www.flickr.com/photos/mtaphotos/

O evento em algumas palavras

A TCS New York City Marathon, ou simplesmente a Maratona de Nova Iorque 🇺🇸, é um compromisso a gravar no seu calendário de corridas nos Estados Unidos 📅. Em todos os primeiros domingos de novembro, os cinco distritos da cidade mais famosa do mundo transformam-se num dos maiores palcos do desporto popular do planeta 🗺️. E quando dizemos “grande”, é mesmo a sério: com mais de 50.000 finalistas todos os anos, a Maratona de Nova Iorque é, pura e simplesmente, a maratona mais corrida do mundo 🌎. Não é a mais rápida, nem a mais plana, nem a mais fácil — mas é a que junta pessoas, une, eletriza e deixa uma marca para a vida em quem tem a sorte de participar.

Para perceber o que esta prova representa, é preciso recuar um pouco. Tudo começa em 1970, numa quase total indiferença: 127 corredores partem para completar várias voltas no Central Park, perante um punhado de espectadores. O vencedor, Gary Muhrcke, percorre os 42,195 km em 2h31'38 ⏱️. Um feito para a época, no mais completo anonimato 🧍. Na altura, a maratona de Nova Iorque era uma pequena corrida local, longe da imagem faraónica que conhecemos hoje. Foi em 1976, sob o impulso do diretor da prova Fred Lebow e do corredor George Spitz, que tudo mudou: o percurso saiu dos caminhos do Central Park para atravessar os cinco distritos da cidade: o Bronx, o Brooklyn, Manhattan, o Queens e Staten Island. Essa viragem seria fundadora. A maratona explodiu — as inscrições com ela — e a prova entrou na lenda 📖.

Fred Lebow, a propósito, merece um olhar mais atento. Este imigrante romeno, fundador dos New York Road Runners e verdadeira alma da prova, deu tudo para fazer da Maratona de Nova Iorque aquilo em que se tornou. Ele próprio correu a prova em 1992, aos 60 anos, a sofrer de cancro no cérebro, acompanhado pela grande Grete Waitz (nove vezes vencedora em Nova Iorque), que abrandou para não o deixar para trás. Cruzou a meta em 5h32. Fred faleceu dois anos depois, em 1994. A sua estátua encontra-se hoje à entrada do Central Park, na zona de chegada 🗿.

O percurso atual é uma verdadeira epopeia urbana que começa em Staten Island, na ponte Verrazano-Narrows 🌉, uma das maiores pontes suspensas do mundo, e só termina no Central Park. Os corredores atravessam depois o Brooklyn (quilómetros 2 a 13, a parte mais festiva da prova 🎉), sobem em direção ao Queens e atravessam a ponte Queensboro em silêncio: uma subida extenuante, quase mística, sem espectadores na própria ponte, antes de descerem para Manhattan ao quilómetro 26 🏙️. Este momento é conhecido como um dos mais intensos no mundo das maratonas: a multidão, compacta ao longo da First Avenue, grita quando os corredores chegam como se cada um deles estivesse a ganhar a corrida. Muitos dizem que é aí que as pernas recomeçam sozinhas, levadas pela muralha de som 📣. Depois, passa-se pelo Bronx para um desvio curto, mas simbólico, antes de regressar a Manhattan, descer novamente a Fifth Avenue e mergulhar nos caminhos do Central Park para o final 🌳. A chegada, sempre no parque, é uma das mais icónicas do mundo da corrida 🏁.

O desnível positivo total ronda os 400 metros (cerca de 1.300 pés), o que faz deste um percurso tecnicamente exigente para uma maratona urbana. As pontes: Verrazano, Pulaski, Queensboro, Willis Avenue, Madison Avenue, são as verdadeiras dificuldades do percurso. Tantas subidas que quebram o ritmo precisamente quando as pernas já estão a negociar com o cérebro 🧠. O tempo de novembro em Nova Iorque também pode estragar a festa: de uma suavidade soalheira a um frio cortante e ventos em rajadas, tudo é possível 🌬️. A edição de 2012 foi mesmo cancelada — algo muito raro — devido aos estragos causados pelo furacão Sandy poucos dias antes.

A TCS New York City Marathon faz parte do clube muito exclusivo das World Marathon Majors 🏅, ao lado de Tóquio, Boston, Berlim, Chicago, Londres e Sydney. Estas sete provas são o Santo Graal para corredores de estrada, e Nova Iorque é a mais festiva, a mais exagerada, a mais “Nova Iorque” de todas — isto é: excessiva no melhor sentido da palavra 😁. Os vencedores de elite correm por prémios monetários substanciais, mas o que torna Nova Iorque única é que os 50.000 participantes do dia a dia vivem exatamente a mesma corrida, no mesmo asfalto, sob os mesmos aplausos. Não há “box VIP” para as pernas 🫣.

Quanto aos recordes, o etíope Tamirat Tola detém o recorde masculino do percurso com 2h04'58, estabelecido em 2023. Nas mulheres, é a queniana Hellen Obiri quem detém o recorde com 2h19'51, estabelecido em 2025. Tempos que provam que o percurso de Nova Iorque não é uma pista de velocidade, e que a metrópole guarda bem os seus segredos 💎.

Para participar, primeiro é preciso compreender uma coisa fundamental: as vagas são escassas, e o caminho para conseguir uma pode levar anos ⏳. A Maratona de Nova Iorque funciona com um sistema de sorteio que abre a cada primavera 🎟️. Centenas de milhares de candidaturas são submetidas para um número limitado de dorsais destinados ao público em geral. As probabilidades de ser selecionado à primeira tentativa são relativamente baixas, por volta de 10 a 15% dependendo do ano. Mas o sistema recompensa a fidelidade: a cada ano em que não é selecionado, ganha uma hipótese extra para a edição seguinte. Por outras palavras, quanto mais espera, mais as suas probabilidades aumentam 📈.

Se a paciência não é a sua virtude cardinal, há outras vias. A New York Road Runners (NYRR), a organização que gere a prova, oferece um programa para corredores que participam em 9 corridas oficiais da NYRR durante o ano e fazem um dia de voluntariado: a qualificação fica então garantida para a edição seguinte 🏃. Um acordo que exige investimento no ecossistema local, mas tem o mérito de ser justo ⚖️. Também é possível recorrer a um operador oficial de viagens ✈️, que dispõe de uma quota de dorsais — em troca de um pacote que inclui alojamento e logística, claro 💁. As instituições de solidariedade parceiras da prova também oferecem dorsais em troca do compromisso de angariar um montante mínimo. E, por fim, corredores que tenham alcançado tempos de qualificação suficientemente rápidos podem aceder a uma quota de vagas reservadas para a elite... mas os mínimos são elevados.

Os corredores são agrupados em três aldeias separadas de acordo com a cor do dorsal, e a espera pode durar várias horas antes da partida 🫡. É uma experiência por si só: milhares de pessoas sentadas em mantas térmicas douradas, a conversar em quinze línguas, a petiscar barras de cereais e a ver o sol nascer sobre a baía de Nova Iorque ☀️. Dispara-se o canhão e, alguns segundos depois, "New York, New York" de Frank Sinatra enche os altifalantes 🔊. Esse momento — nenhum corredor o esquece.

Ao longo de todo o percurso, o ambiente é absolutamente incrível 🎉. Moradores dos cinco distritos saem em massa, alguns disfarçados, outros com cartazes feitos à mão com os nomes dos corredores (ponha o seu primeiro nome na camisola — a sério: vai perceber porquê ao quilómetro 30 quando precisar). No Brooklyn, colunas tocam hip-hop e gospel 🎼, grupos de gospel cantam à porta das igrejas, e churrascos de família começam cedo de manhã 🎷. É desconcertante, alegre, improvável. Vai lembrar-se durante muito tempo do aperto da multidão ao entrar em Manhattan logo a seguir à ponte Queensboro 🌁. Vai lembrar-se de descer a Fifth Avenue, do frio cortante, dos últimos quilómetros em que cada curva parece ser a última — e nunca é bem assim... 😩

Se cruzar a meta da Maratona de Nova Iorque 🏁, não se esqueça de comprar The New York Times 🗞️ na manhã seguinte. Terá o orgulho de ver o seu nome e o seu tempo impressos a preto e branco na secção especial dedicada à prova. Na cidade que nunca dorme, terá deixado uma marca. Uma recordação maravilhosa ❤️.

A distância com que todos concordam

Maratona de Nova York

Corrida de estradaO mais popular
  • domingo, 1 de novembro de 2026
  • Ganho de elevação : 400mD+
  • 1 loopx26,22 mi42,195 km
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