Longe das ilhas e dos salpicos de maresia, este swimrun respira o ar rarefeito das Montanhas Rochosas ⛰️. Bem no meio de outubro, Fort Collins acolhe a única prova de altitude do circuito dos EUA, situada a mais de 1.500 m acima do nível do mar: é claro que estamos a falar do Ötillö Swimrun Colorado! 🤠 O terreno de jogo divide-se entre os trilhos íngremes do Lory State Park e as enseadas do Horsetooth Reservoir, um duo montanha–água doce que contrasta de forma marcante com os habituais arquipélagos do circuito ÖTILLÖ 🏆.
Ainda muito jovem, este evento nasceu a 5 de outubro de 2025 por iniciativa de Lars Finanger, diretor das provas do circuito nos EUA e assumido apaixonado pelo Colorado, onde viveu durante uma década 🏜️. Cerca de 200 concorrentes partiram nessa primeira edição, atraídos por um formato que promete a aventura do triatlo sem nunca subir a uma bicicleta 🚴♂️. A ideia ganhou forma durante uma visita ao local pelo próprio Finanger, conquistado pelo potencial do reservatório e pelo facto de ter um irmão a viver na região—prova de que as melhores corridas às vezes nascem de um simples olhar no sítio certo 👀.
Nada de um clássico vai-e-volta entre dois pontos: aqui, o percurso faz um circuito fechado—corre-se até ao reservatório, mergulha-se na sua água fresca e depois regressa-se ao Lory State Park por trilhos técnicos e pedregosos 🪨. A altitude muda tudo desde os primeiros metros; cada passada nestas montanhas custa mais oxigénio do que ao nível do mar 🫁. Os participantes competem também em equipas ligadas por uma corda—um elemento tão tranquilizador quanto limitativo: se alguém tiver uma quebra, o parceiro pode literalmente rebocar o outro enquanto nada 🏊. Fica uma opção de emergência que até alguns organizadores admitem já ter testado eles próprios 🫣.
Três formatos repartem o esforço. O "Experience" soma 9.656 m, incluindo 2.414 m de natação e 7.242 m de corrida, para 89 m D+, pensado como uma iniciação sólida à altitude 👌. O "Sprint" totaliza 17.703 m: 4.828 m de natação e 12.874 m de corrida, para 288 m D+, um trajeto já exigente o suficiente para pôr à prova a respiração de quem está habituado ao nível do mar 🔍. O "World Series", a referência do dia, estende-se por 37.820 m com 8.045 m de natação e 29.773 m de corrida, para 637 m D+—um desnível positivo que vai bem além do de todos os outros eventos do circuito dos EUA e faz desta edição uma das mais duras do calendário ÖTILLÖ 📈.
A água, por sua vez, nunca chega a aquecer de verdade apesar do sol do Colorado ☀️. O reservatório fica no máximo entre 13 e 15°C, enquanto o ar oscila entre 15 e 18°C, uma diferença que exige um fato de neoprene integral do primeiro ao último metro nadado ❄️. Antes da partida, um aquecimento em grupo na zona de natação em Horsetooth ajuda a domar o frio, enquanto a meta oferece um tratamento completamente diferente: sauna e banho de gelo esperam os atletas para a recuperação 🤓. Este contraste resume bem o espírito desta prova—entre o rigor alpino e o conforto bem merecido 🧖♂️.
Depois de vestir o fato de neoprene pela última vez da temporada, a cidade universitária assume o protagonismo. A Colorado State University alimenta Fort Collins com uma energia de campus que contagia a cidade inteira, entre esplanadas animadas e um ambiente jovem durante todo o ano 👯. A cidade construiu uma reputação que vai muito além do Colorado: a de capital americana da cerveja artesanal, com uma densidade de cervejarias alta o suficiente para transformar qualquer dia pós-prova numa merecida ronda (beba álcool com moderação!) 🍺. O suficiente para prolongar a estadia bem depois de cruzar a meta, entre duas esplanadas e uma última volta pelos trilhos do Lory State Park, desta vez sem cronómetro 🧘♀️.
Aqui, a única coisa que desce mais depressa do que a altitude é a satisfação de ter cruzado a linha 🏔️.
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