TOR X 2026

Data do próximo evento confirmada
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O evento em algumas palavras

TOR X. Por detrás deste nome que bate como um martelo numa bigorna 🔨 (e que, de facto, soa um pouco como o deus nórdico do trovão — certamente não por acaso ⚡️) está um dos maiores, mais loucos e mais respeitados eventos de ultra-trail do planeta montanha 🗺️. Não é uma corrida, não. É uma viagem de vários dias ao coração do Vale de Aosta, em Itália, onde milhares de corredores de todo o mundo se lançam nos trilhos das Alte Vie, as Altas Rotas Valdostanas 🇮🇹.

Tudo começou em 2010 com uma ideia: organizar uma corrida de 330 quilómetros numa única etapa, com 24.000 m de desnível positivo, em semi-autossuficiência, nas montanhas do Vale de Aosta 🏞️. Sem etapas obrigatórias — apenas trail runners, um cronómetro e um máximo de 150 horas para concluir (um pouco mais de 6 dias 🧑‍🏫). Este projeto ligeiramente louco chamou-se então Tor des Géants e atravessa 34 municípios numa região rodeada por quatro maciços que estão entre os maiores da Europa: Mont Blanc, Gran Paradiso, Monte Rosa e o Matterhorn 🏔️. A corrida foi crescendo ao longo dos anos. Em 2017, a "TOR130 - Tot Dret" juntou-se à família: 130 km, 12.000 mD+, uma travessia em linha reta (tot dret significa "sempre em frente" no patoá valdostano 😄) entre Gressoney-Saint-Jean e Courmayeur. Em 2019, para a décima edição do Tor des Géants, a organização decidiu marcar posição com um uppercut: nasceu a "TOR450 - Tor des Glaciers". 450 km. 32.000 mD+. 190 horas no máximo. Reservada a atletas que já tenham terminado a TOR330 em menos de 130 horas. Para quem achava que 330 km já chegavam, é o tipo de anúncio que faz pensar se os organizadores alguma vez dormem de noite. Em 2024, foi acrescentada uma quarta corrida ao alinhamento: a "TOR100 - Cervino Monte Bianco", 100 km e 8.000 mD+ entre o Matterhorn e o Mont Blanc ⛰️. E para os curiosos que querem testar as pernas antes de se comprometerem com algo mais sério 🦵, a "TOR30 - Passage au Malatrà" oferece 30 km e 2.300 metros de desnível positivo, só para ver como é que se sente 🤓.

Desde 2019, todo este ecossistema passou a chamar-se TOR X — o X de eXtraordinário, eXtremo, eXperiência — e acontece todos os anos em setembro, apenas alguns dias depois do UTMB, que se realiza mesmo do outro lado do Mont Blanc, em Chamonix. Dois gigantes do trail, duas vibes, separados por cerca de dez dias nos Alpes. Setembro na montanha é, claramente, alta densidade 🗓️. A "TOR330 - Tor des Géants" continua a ser a peça central — a corrida que deu início a tudo e à volta da qual tudo gira 🪐. O percurso começa e termina em Courmayeur e segue sucessivamente a Alta Rota n.º 2 em direção ao vale inferior, e depois a Alta Rota n.º 1 de volta para cima em direção a Valdigne. Neste percurso, os corredores atravessam 25 colos acima dos 2.000 metros de altitude, contornam 30 lagos 🛶, sobem até 3.300 metros e passam por duas grandes áreas naturais protegidas 🌲: o Parque Nacional do Gran Paradiso e o Parque Regional do Mont Avic. O último colo antes da chegada é o Colo de Malatrà, a 2.900 metros, a cerca de dez quilómetros da meta em Courmayeur 🏁. O conceito base do Tor é tão simples quanto formidável: a organização não te obriga a parar neste ou naquele sítio, nem a dormir a uma hora específica 😴. Os corredores gerem o esforço, o descanso e o abastecimento como quiserem, ao longo das 150 horas disponíveis. Há mais de 40 postos de abastecimento na TOR330 e 7 grandes bases de vida que dividem a corrida em setores, onde se pode comer, recuperar o saco de apoio e dormir num catre 🛏️.

O tempo faz parte do jogo. Setembro no Vale de Aosta marca o fim do verão alpino e o início das fantasias do outono 🍂. Neve, nevoeiro e frio podem aparecer sem aviso nos colos mais altos, transformando uma secção já técnica em algo verdadeiramente exigente 🌨️. A edição de 2015 foi, de facto, parcialmente interrompida devido a condições meteorológicas extremas — apenas seis homens tinham cortado a meta antes de a corrida ser interrompida. A montanha não negocia ❌.

Quanto a recordes, a edição de 2025 é a do feito tricolor. O franco-belga Victor Richard, cronometrista profissional, venceu a TOR330 apagando o recorde do percurso com o tempo de 66 horas 08 minutos e 22 segundos, batendo a marca estabelecida pelo tetracampeão Franco Collé. A performance é ainda mais notável tendo em conta que ele teve grandes problemas de nutrição no primeiro terço da corrida. Na prova feminina, a neerlandesa Noor Van Der Veen conquistou a vitória 🏆 em 79 horas 34 minutos e 30 segundos. Para participar na "TOR330", é preciso primeiro passar pela pré-inscrição, que abre todos os anos no início de fevereiro. Isto não é uma inscrição definitiva: coloca-te na lista do sorteio para garantir total equidade. A organização aplica um sistema de quotas por nacionalidade que garante pelo menos dois corredores por nação representada nas pré-inscrições 🌍. Os corredores que já tenham terminado uma corrida do circuito TOR X têm entrada direta sem passar pelo sorteio 🎰. Para a TOR450, o requisito de entrada é explícito: ter terminado uma TOR330 em menos de 130 horas.

Courmayeur, a vila de partida e chegada, está aninhada a 1.200 metros de altitude ao pé da face sul do Mont Blanc. Durante a semana do TORX, a vila vive inteiramente ao ritmo das corridas: as ruas e esplanadas enchem-se de corredores, apoiantes e curiosos a ver os campeões passar 👏. Isto é o Tor. 💪

Uma distância para todos os gostos

Hotéis perto da corrida

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