Começando do zero, os dois fundadores da HOKA conseguiram criar um império no mundo do running. A marca savoiarda agora faz parte da lista das grifes mais prestigiosas do trail e da corrida de rua. Conhecida por seus solados XXL, a linha de calçados, no entanto, teve algumas dificuldades para se integrar ao mercado. Um retorno à história de sucesso de dois colaboradores que acreditaram até o fim, apesar dos fracassos.
Já sabemos: toda bela história começa por um acaso, um fracasso, um encontro…🤝 Aliás, com certeza você já leu a fabulosa história da ASICS no nosso blog Finishers (se não, a gente te convida a fazer isso AGORA MESMO 👿). A marca que você vai descobrir hoje foi inventada por dois franceses desempregados e hoje reúne milhares de corredores pelo mundo 🌍. Segura firme, porque este relato começa nas trilhas de um vulcão siciliano, passa por uma descida mal-sucedida no UTMB e calça os pés de Ludovic Pommeret 🐐.
Quando a gente fala de tênis de corrida HOKA, você provavelmente pensa em solados enormes, né❓Bingo, acertamos! 🔔 Essa marca de tênis XXL, que às vezes dá o que falar, chacoalhou completamente o mundo do trail e do running 🏃. A gente te leva na fantástica história da HOKA.
Era uma vez, em 2000, três apaixonados por trail, Jean-Luc Diard, Nicolas Mermoud e Christophe Aubonnet, que partem para fazer um raid de 250 km na Sicília 🇮🇹. Durante essa prova, eles descem em disparada as encostas do Etna (o vulcão ativo mais alto da Europa, que chega a 3.300 metros de altitude 🤓). O terreno vulcânico oferece aos atletas um solo macio, instável, criando uma sensação que eles nunca esquecerão: a impressão de voar 🦅. Essa lembrança ficará gravada, e uma ideia brota no canto da cabeça deles 🌾.
Antes de entrar no assunto de vez (a gente sabe que você está se coçando, mas um pouco de paciência 🧘), um pouco de contexto ✋. No início dos anos 2000, o trail ainda não é o esporte super cobiçado que conhecemos hoje 📆. A marca Salomon domina o mercado, mas, sem renovação real, a empresa corre o risco de perder a virada econômica 🥴. Depois da compra da Salomon pela Adidas, o clima fica tenso. O diretor abandona o barco e nomeia Jean-Luc Diard CEO 🧑💼 (um conselho: guarde bem esse nome). Ele aposta no trail running, desenvolve a linha na Salomon… e dá certo 😍.
Alguns anos depois, em outro lugar da Savoia, nos contrafortes de Chamonix, no UTMB 2007, uma descida fatal vai dar origem a uma ideia 💡. O futuro cofundador da HOKA, Nicolas Mermoud, desaba depois de ter liderado boa parte da corrida 🤯. Na época, nenhum tênis permitia descer rápido, forte e com segurança. Faltava alguma coisa 👀. Nicolas percebe que o mercado do running não oferece nenhum solado grande com um bom amortecimento ↕️.
Mas, em junho de 2008, o mundo do running é sacudido pelo lançamento de um livro que virou cult: Born To Run 📕. Escrito por Christopher McDougall 🇺🇸, a obra analisa o desempenho e a resistência de uma tribo no México com capacidades de endurance fora do comum 💨. O jornalista exalta em seus textos o minimalismo, a passada natural e tênis quase inexistentes 🪶. Só que, do outro lado, Jean-Luc Diard (CEO da Salomon naquele momento) não se convence 🤨. Os departamentos de P&D da marca são claros: esses tênis aumentam o risco de lesão, sobretudo entre iniciantes 🐥. O dilema é total: seguir a tendência ou confiar na própria intuição? 🤜🤛
Para completar, em 30 de agosto de 2008, algo grandioso acontece em Chamonix e vira o mundo do trail de cabeça para baixo 😲. Um OVNI chamado Kilian Jornet vence o UTMB em 20h56 e 59 segundos 👽. Essa performance confirma a moda do minimalismo e joga má luz sobre os solados XXL, já que o atleta catalão corre com um par de tênis com cravos e um simples cinto na cintura (como você quando sai para trotar 5 km no fim das contas 🧐). As marcas entram em pânico, reduzem o amortecimento e afinam os solados 🤏.
Em 2008, a crise econômica cria um contexto complicado 💸. Jean-Luc Diard deixa o cargo 💼. Nicolas Mermoud também fica sem emprego. Durante um passeio nas alturas de Annecy, os dois amigos apresentam uma ideia: e se déssemos aos corredores a possibilidade de voar, como fizemos no Etna em 2007 ? 🌋 O timing parece catastrófico. Crise econômica mundial, um mercado que só jura pelo minimalismo… 🐞 E eles chegam com um tênis maximalista 🐘. Concentrando-se apenas no mercado de footwear, eles confeccionam um solado enorme, pensado como uma interface pé-terreno 🪨. Estável na subida, ultrasseguro na descida, com um solado de 6 cm 📏. Eles batizam o protótipo de HOKA ONE ONE, que significa “voar sobre a terra” em maori (daí o pássaro escolhido como logo… É isso mesmo, Jamy! ☝️).
Você bem imagina que acertar de primeira seria simples demais 🎯. Nas primeiras apresentações, é um balde de água fria 🥶. Comparam o par a um tênis ortopédico. Correr com um tênis que a vovó usaria não é exatamente o efeito futurista esperado...👵 Mas, às vezes, basta um único momento para mudar tudo — um empurrãozinho do destino, sabe? 🦋
Para entender o resto da história, vamos para a Ilha da Reunião, para a Diagonale des Fous 2010 🦜. Um certo Ludovic Pommeret, 35 anos, está em dificuldade no 70º quilômetro 🥵. Ele se mantém na 12ª posição, à beira de abandonar. Num impulso, ele troca de tênis e calça um protótipo HOKA. Apesar do cansaço extremo, Pommeret vai ultrapassando os adversários um a um e termina em segundo 🥈. Na imprensa, a anedota explode como uma bomba 💣. Todo mundo quer saber o que « Ludo » estava usando para conseguir uma remontada dessas 📸. E pronto: a HOKA acaba de nascer aos olhos do mundo.
Nicolas Mermoud sente a oportunidade e desenvolve rapidamente o mercado americano 💰. O sucesso é fulminante 📈. Alguns anos depois, a marca é comprada pela Deckers Outdoor Corporation, uma fabricante americana de calçados. Em 2016, os Estados Unidos já representam dois terços das vendas e a HOKA produz quase dois milhões de pares por ano 👟. No mesmo ano, o Team Trail HOKA vence o UTMB masculino e feminino com Ludovic Pommeret e Caroline Chaverot 🇫🇷. Dá para dizer que o círculo se fechou, né? 🔄
Do trail ao asfalto, dos 10 km ao ultra, a HOKA conseguiu sua aposta: oferecer conforto, segurança e performance sem abrir mão do prazer de correr 🤤. A marca hoje faz parte das mais importantes do mundo do running, colaborando com grandes atletas como Jim Walmsley, que, entre outros feitos, completou 100 milhas em 6h09'26 no projeto "Carbon X2", organizado pela HOKA. Como não citar os trail runners Sylvain Cachard, Manon Bohard, mas também Ludovic Pommeret (ainda bem 😂). A moral da história é que, se Nicolas Mermoud tivesse vencido o UTMB em 2007 e se Jean-Luc Diard não tivesse deixado o cargo, talvez a HOKA nem existisse. Como o quê: às vezes é preciso saber perder para ganhar 🏆.
Pssst, só para dar aquele toque de curiosidade da história: Nicolas Mermoud teve uma pequena revanche e terminou a MCC 2025 (38 km, 2 322 mD+) em 5h47’46" ⏳.
A gente espera que você tenha a HOKA-são de testar essa marca — decolagem garantida! 🛫
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