Corridas malucas

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Corridas

Nenhum recorde pessoal para buscar, nenhum ritmo para seguir ao quilômetro exato: aqui, o objetivo número um pode ser resumido em uma palavra — divertir-se 😆. Um banho de lama até as orelhas, obstáculos nada sérios, equipes fantasiadas lançando desafios absurdos umas às outras em vez de cronometrar qualquer coisa ❌. Aqui está um formato que faz exatamente o oposto da corrida clássica, e não pede desculpas por isso nem um pouco 🎉.

A palavra fada, que pode ser encontrada no nome de várias corridas malucas no Sudoeste, vem do latim fata, que designava uma fada 🧚. Em occitano, o verbo fadar significava enfeitiçar: uma fada, literalmente, é alguém encantado por fadas 🪄. Uma etimologia perfeita para resumir o espírito de uma corrida maluca, onde a lógica habitual do esporte desaparece por trás de uma grande bagunça geral, totalmente assumida e orgulhosamente reivindicada 😂.

Três indícios nunca mentem quando uma corrida descamba para o maluco. Primeiro sinal: a classificação final importa muito menos do que a foto de grupo tirada logo depois do tanque de lama 📸. Segundo sinal: os obstáculos têm nomes que fazem você sorrir antes mesmo de encará-los — pinos gigantes, redes de rastejar, estruturas bambas para escalar 🧗. Terceiro sinal: o mais revelador de todos, essas corridas quase sempre são vividas em equipe, porque um tombo memorável ou um banho de lama coletivo fica muito melhor contado com outras pessoas do que sozinho 💬.

Fantasias também entram na equação de forma bem natural, sem nunca serem realmente obrigatórias 🤠. Uma roupa de super-herói pingando lama, um tutu improvável no meio de um percurso de obstáculos, um figurino completo mesmo sabendo que você vai destruí-lo em menos de uma hora: nada parece absurdo demais para esse tipo de encontro — e esse é exatamente o charme 💃.

Nouvelle-Aquitaine, Occitanie e Pays de la Loire sozinhas recebem várias edições do mesmo conceito que se tornou cult no Sudoeste e além 🤭. Em Martignas-sur-Jalle, perto de BordéusLa Ruée des Fadas alinha 30 obstáculos ao longo de 8 km, para serem enfrentados apenas em equipe 🤝. O mesmo formato é oferecido em Cornebarrieu, perto de Toulouse, onde La Ruée des Fadas se instala aos pés do Château de Pontié, bem como em Saint-Philbert-de-Grand-Lieu, não muito longe de Nantes 📍. Nos arredores de Paris, no domínio de Saint-CloudLes 24h du Fer à Cheval brinca com um mal-entendido deliberado já no nome: nada de equitação aqui, apenas 24 horas de voltas em circuito para acumular, sozinho, em dupla ou em equipe de até quatro pessoas 🧑‍🧑‍🧒‍🧒.

O conceito viaja facilmente para além das fronteiras francesas, em formas que variam bastante umas das outras ✅. Em Genebra, na Suíça, a Terra Rhona se apresenta como “o evento mais maluco do ano”, antes de esclarecer imediatamente que não acontece de forma alguma na capital suíça, ao contrário do que você poderia pensar 🤓. Na fronteira entre Portugal e Espanha, o Trail Da Raia segue antigos caminhos de contrabandistas entre os dois países, onde o cronômetro substituiu desde então a polícia de fronteira 🚔. Uma versão superdimensionada do gênero, a Race Across America atravessa os Estados Unidos de oeste a leste de bicicleta, ao longo de cerca de 4.800 km sem etapas obrigatórias de descanso: quem a conclui diz que nunca mais volta exatamente igual 🫣.

Resta uma última questão a resolver antes de se inscrever: você vai aparecer coberto de lama até as orelhas, ou prefere manter as mãos limpas sem perder o espírito de festa ? 🥳 De qualquer forma, as corridas de obstáculos estão esperando por você o ano todo no Finishers para manter a experiência — lama opcional 🤌.

Faça chuva ou até neve

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