Corridas na Emília-Romanha

Calendário de corridas: corrida a pé, trails, triatlos, cicloturismo...
Emoji running-shoe
40
Corridas
Créditos fotográficos :

Flickr

Corremos e depois comemos (muito)

O parmesão, o presunto, os motores vermelhos e uma linha reta que vai de Piacenza ao mar. Corres em plano entre as cidades de arte e, sobretudo, guardas espaço para o prato 🍝

Há regiões a que se vai pela paisagem, e outras pelo que se come por lá. A Emília-Romanha consegue as duas coisas, mas sejamos honestos: a sua fama deve-se прежде de tudo à mesa. A região estende-se na diagonal de Piacenza até ao Adriático, atravessada em linha reta pela Via Emilia, uma estrada traçada pelos Romanos há 2 200 anos e que alinha todas as grandes cidades como pérolas. Bolonha ocupa o centro, com os seus quarenta quilómetros de arcadas e as duas torres inclinadas. Parma vive do queijo e do presunto que levam o seu nome. Módena fabrica Ferraris e vinagre balsâmico num raio de dez quilómetros. Ravena esconde mosaicos bizantinos com mil e quinhentos anos. E Rimini festeja na sua praia desde sempre 🇮🇹.

O terreno lê-se em duas faixas horizontais. A norte, a planície do Pó: totalmente plana, ideal para os cronómetros, quadriculada de campos e choupos. É aí que brotam as cidades de arte e onde os maratonas se correm depressa. A sul, os Apeninos sobem suavemente e depois de forma mais acentuada, formando a fronteira natural com a Toscana. Os vales do Trebbia e do Taro abrem ali relevos arborizados que poucos turistas conhecem — Hemingway considerava o Val Trebbia entre os vales mais bonitos do mundo; vale a visita. Depois vem a costa: a Riviera romanhola alinha as suas estâncias balneares de Cattolica a Comacchio e, mesmo no fim, o delta do Pó estende as suas lagoas onde os flamingos passam o ano 🦩.

Quanto às estações, a planície impõe o seu ritmo. O verão é pesado e húmido, o inverno frio e muitas vezes mergulhado na névoa, mas o intervalo é perfeito para correr rápido. Isso explica a concentração de maratonas entre outubro e março, quando o ar é fresco e estável. A costa prolonga a boa estação até novembro, com um mar ainda morno para os triatletas. Já os Apeninos abrem os seus trilhos do fim da primavera ao outono, longe do calor do vale ❄️. Uma palavra sobre a névoa, precisamente: a nebbia padana pode transformar uma saída de novembro num passeio fantasmagórico, com apenas alguns metros de visibilidade. Os locais aprenderam a lidar com isso.

O calendário de corridas na Emília-Romanha transborda de maratonas de planície. A Maratona de Ravena corre em novembro entre mosaicos e pinhal, conhecida pelos tempos rápidos. A Maratona de Bolonha passa sob as arcadas em março, e a StraBologna assume o lado mais popular em maio. A Maratona de Ferrara dá a volta às muralhas renascentistas em fevereiro; a de Reggio Emília fecha o ano em dezembro. A Verdi Marathon presta homenagem ao compositor perto da sua casa natal, enquanto a Maratona de Parma e a Rimini Marathon completam o quadro. Junta as meias-maratonas de Comacchio no delta, de Piacenza e de Reggio. Nos trilhos, o Tartufo Trail corre atrás da trufa em Calestano, o The Abbots Way Ultra segue um caminho de peregrinação medieval a partir de Bobbio, e o Ferriere Trail Festival sobe pelos Apeninos de Piacenza 🥾. A região é também a capital do triatlo de longa distância: o Ironman da Emília-Romanha e o seu 70.3 reúnem milhares de atletas em Cervia em setembro. Já os ciclistas não perderiam por nada a Nove Colli, uma granfondo mítica de 200 quilómetros com partida em Cesenatico 🚴.

Depois de uma corrida na Emília-Romanha, a mesa não é uma opção: é a razão da viagem. Apelida-se Bolonha de la Grassa, a gorda, e não é por acaso. Os tortellini afogam-se num caldo, as tagliatelle levam o verdadeiro ragù (nunca esparguete, fica o aviso), a mortadela corta-se em fatias finas. O parmigiano reggiano envelhece nas caves entre Parma e Reggio, o presunto de Parma seca ao ar das colinas, o vinagre balsâmico de Módena amadurece vinte e cinco anos em barril 🧀. Para brindar, um copo de Lambrusco espumante, servido fresco e sem cerimónias (O abuso de álcool é prejudicial para a saúde; consuma com moderação). Em matéria de desporto, a região tem Alberto Tomba, o esquiador de Bolonha com três medalhas de ouro olímpicas, estrela absoluta dos anos 1990 ⛷️. Mas a Emília-Romanha é sobretudo o berço dos motores: Enzo Ferrari em Módena, Lamborghini e Ducati logo ao lado, uma densidade de cavalos-vapor única no mundo. Junta Giuseppe Verdi, nascido perto de Parma, e Federico Fellini, filho de Rimini que filmou a sua cidade a vida inteira 🎬. Então, maratona plana entre as arcadas ou ultra nos Apeninos? Compara as maratonas e os trails da zona, mas guarda espaço para a sobremesa 👟.

Faça chuva ou até neve

Calendário de corridas na Emília-Romanha

Encontra num relance a totalidade do calendário de corridas de estrada, trails, triatlos e eventos de cicloturismo na Emília-Romanha!
®

A plataforma de nova geração que permite a todos os corredores de qualquer nível, (re)descobrir o território francês e todo o seu património, ao encontrar as corridas que mais se lhes adequam.