Corridas na Lombardia

Calendário de corridas: corrida, trails, triatlos, ciclismo...
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Corridas
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Não é só a moda que desfila

Milão atrai os olhares, mas uma hora para norte e já estás nos Alpes. Lagos imensos, passos adorados pelo Giro, trilhos de altitude: meia urbana de manhã, ultra alpina no dia seguinte 🏙️

Quando te falam de Lombardia, pensas em Milão, a Bolsa, os desfiles e o Duomo eriçado de agulhas. Só que, a pouco mais de uma hora para norte, já estás nos Alpes, e a região tem tantos picos como escritórios. Milão continua a ser o motor, com os seus dez milhões de habitantes na área urbana e a Última Ceia de Leonardo pintada numa parede de refeitório. Bérgamo separa a sua cidade alta medieval da sua cidade baixa com um funicular. Bréscia empilha vestígios romanos sob as suas praças. Como fecha a ponta sul do seu lago em Y. E Monza faz rugir o seu autódromo num parque enorme, um dos maiores da Europa 🇮🇹.

O sul é a planície do Pó: plana, enevoada no inverno, quadriculada por canais escavados na Idade Média para irrigar os arrozais. Pavia e Cremona guardam ali a sua calma provinciana; nesta última, as oficinas de luthiers perpetuam o gesto de Stradivari, que ali fabricou os seus violinos há três séculos 🎻. Depois, o terreno ergue-se de repente. Os lagos recortam o sopé alpino: Como e as suas villas, Iseo, Garda, cada um com as suas estradas em cornija talhadas na rocha. Mais acima, as Grigne erguem as suas paredes calcárias diante de Lecco, as mesmas que servem de cenário a Os Noivos, de Manzoni. Ainda mais alto, a Valtellina estende-se em direção a Bormio e Livigno, e o Adamello fecha a região a leste. É ali que o Giro vem procurar os seus passos: o Gavia, o Mortirolo e o Stelvio mesmo na fronteira.

Convém dizer: a estação depende inteiramente da altitude escolhida. Na planície e em Milão, o inverno é húmido e cinzento, mas perfeitamente corrível; o verão é francamente pesado. Nos vales alpinos, a janela encurta-se entre junho e setembro, com manhãs límpidas e trovoadas ao fim da tarde. A primavera e o outono continuam a ser os melhores compromissos, sobretudo à beira dos lagos, onde a brisa suaviza tudo 🍂. Um pequeno detalhe a saber: o nevoeiro de novembro na planície pode reduzir a visibilidade a poucos metros. Alguns adoram, outros nem por isso.

O calendário de corridas na Lombardia é bem abrangente. A Maratona de Milão atravessa a cidade em abril, num percurso plano e rápido que atrai os caçadores de tempo. A Stramilano reúne dezenas de milhares de participantes em março há mais de cinquenta anos, enquanto a Powerade Meia Maratona de Milão assume o lugar em novembro. A DeeJay Ten aposta no ambiente de rádio em outubro, e a Stramilano SottoZero assume o frio no próprio nome. A Meia Maratona de Monza passa mesmo pelo circuito de Fórmula 1. Junta a Bergamo21 em fevereiro, a Brescia Art Marathon em março, a Run in Como à beira do lago, a Corripavia e a Sarnico Lovere Run ao longo do Iseo. Do lado da montanha, o Kima Trophy continua a ser uma referência do skyrunning mundial em Val Masino, com passagens com cabos em plena parede 🧗. O Adamello Ultra-Trail® parte de Vezza d'Oglio em setembro; o Valmalenco UltraDistance e a DoppiaW Ultra ocupam a Valtellina, enquanto o Trail Grigne Sud e a Grigne Skymarathon sobem acima do lago de Como. O ICON Livigno Xtreme Triathlon é para os mais resistentes. E os ciclistas têm o embaraço da escolha entre a La Stelvio Santini, a Gran Fondo Il Lombardia Felice Gimondi, a Milão–Sanremo Amatori e os seus 307 quilómetros, ou a Gavia e Mortirolo nas encostas onde Pantani fez o pelotão chorar 🚴.

Depois de uma corrida na Lombardia, a cozinha sabe ser reconfortante. O risotto alla milanese tira a sua cor do açafrão; o ossobuco cozinha durante horas; a cotoletta chega larga como o prato. Na Valtellina, passa-se para os pizzoccheri, essas massas de trigo-sarraceno afogadas em queijo derretido e manteiga, perfeitas depois de um treino longo, menos antes 🧀. A bresaola curada vem da mesma zona, o gorgonzola da planície, e o panettone de Milão no Natal. Para brindar, as bolhas do Franciacorta saem das colinas entre Bréscia e o Iseo (O abuso de álcool é prejudicial à saúde, consuma com moderação). Quanto a corredores, a região tem Alberto Cova, nascido perto de Como, campeão olímpico dos 10 000 metros em Los Angeles em 1984 depois do título mundial e do título europeu — uma trilogia que poucos conseguiram 🥇. Na montanha, Marco De Gasperi, miúdo de Bormio, colecionou títulos mundiais de corrida de montanha durante vinte anos. Do lado da cultura, Manzoni situou o seu romance nacional nas margens do lago de Como, e Adriano Celentano pôs Milão em música durante seis décadas 🎤. Então, meia maratona nas ruas de Milão ou ultra na Valtellina? Compara as maratonas e os trails da zona: a região cobre os dois extremos 👟.

Faça chuva ou até neve

Calendário de corridas na Lombardia

Encontra num relance a totalidade do calendário de corridas de estrada, trails, triatlos e provas de ciclismo na Lombardia!
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